Vitório Angelo Gelsomina Brigitta Ângelo Amadeu Vitório Maria Giuseppina Atílio Ernesto Joanim (João)

Giuseppe Amadio Moretti

* Versão de Serenito A. Moretti, em 30/04/2018. Pesquisa resulta da dedicação de Michel Marques (da família de Vitório Ângelo),  Jonathan Matoso (da família de Brigitta), Gustavo Goedert, Talita Moretti Odebrecht e Serenito A. Moretti (da família de Angelo), aberta a outras participações, e sujeita a correções baseados em registros documentados.

Giuseppe nasceu numa pequeno lugarejo nas montanhas do norte da Itália, em 9 de setembro de 1851. Tovena, o lugar, integrava o Município Cison di Valmarino, na época com aproximadamente 4000 habitantes, como parte do Estado de Treviso, na região de Vêneto.
Filho de Angelo Moretti e Maria D'agostin, Giuseppe casou-se com a jovem com Maria Magagnin em 17 de dezembro de 1875.
No entanto, Maria partiu muito jovem, deixando o marido e o filho Vitorio Angelo com 2,5 anos, em 16 de fevereiro 1879.
Viúvo, com um filho de 6 anos, Giuseppe casou-se pela segunda vez com Caterina Balzan,  uma jovem de 20 anos de um localidade do outro lado das montanhas, ao norte, Trichiana, do Estado de Belluno, considerada a região mais fria da Itália.
No ano seguinte nasceu Gelsomina (1882), depois Brigitta 1884 (casada passou a usar o sobrenome  Theis, constituindo família em Curitiba) e Angelo (1889).

Mapa da Itália atual, destacando a região de Vêneto, formada por 7 Províncias, que equivale no Brasil a Estados. As raízes da família Moretti estão na Província de Treviso, formada por 95 comunas (que aqui equivale a Municípios), e Belluno, formado por 69 comunas. Giussepe e a primeira esposa Maria Magagnin, assim como 4 filhos nascidos na Itália, são natural de Tovena, da Comuna de Cison di Valmarino. Dados oficiais de 1871 informa que a população da Comuna era de 4.066 habitantes. A segunda esposa de Giuseppe, Caterina Balzan era natural de Trichiana, uma comuna bem menor, situada à 20 km de Cison di Valmario, separada por uma serra, pertencente à Provincia de Belluno.

No dia em que a Igreja celebra a visita dos Reis ao Menino Deus na manjedoura, Giuseppe, a esposa Caterina e os 4 filhos embarcaram num porão de navio a vapor no Porto de Genova, em 6 de janeiro de 1892, com destino para um mundo distante, propagandeado como paradisíaco, onde nascia "queijo e salame" em árvores, com frutas enormes. Seria uma terra nas Américas, chamado Brasil, com um governo que dava "tudo" para uma vida digna da família, terra, casa meios para produzir.
Depois de 40 dias na travessia do Atlântico, o navio à vapor os deixou no Rio de Janeiro, de onde seguiram por mar até o Porto de Itajaí, e depois de barco até Blumenau..
Acomodados em Apiúna, Giuseppe e Caterina tiveram mais 7 filhos: Amadeu 1892, Vittorio 1895, Maria 1897 (casada passou a usar o sobrenome Bini, constituindo família em Pouso Redondo), Giuseppina 1898, Atílio 1899, Ernesto 1901, e João 1902.
Caterina veio a falecer em Apiúna aos 55 anos de idade.
Giuseppe casou-se pela terceira vez em 1917 com a viúva Avancini, Maria Adami, que tinha um filho.
Os 95 anos de Giuseppe, já viúvo pela terceira vez e bastante debilitado por ter caindo e faturado a bacia, foi celebrado com uma grande na sua fazenda em Morro Grande, sede de uma serraria, reunindo filhos, genros, noras, netos e bisnetos. Fotos encontrada desta festa estão publicadas abaixo. Giuseppe faleceu 6 meses depois, em fevereiro 1947.